Dia Internacional do Orgulho LGBT

 

pride

A sigla original parece aumentar a cada ano, o que só evidencia a complexidade da sexualidade humana. Como disse Daniele Andrade, “o dicionário precisa ao longo do tempo ser atualizado para conter os novos usos das palavras, seus reusos, seus usos, seus desusos e as novas palavras”.

Mas, fato é: neste 28 de julho, celebra-se o Dia Internacional do Orgulho LGBT.

Alguém pode perguntar (para me irritar, com certeza): “Mas por que precisa de um dia do orgulho LGBT?” É o tipo de bobagem que floda as redes sociais em novembro, quando celebramos o Dia da Consciência Negra. “Mas porque precisamos de um dia dos negros? Imagine se houvesse um dia dos brancos! Somos todos humanos… yadayadayada”

A resposta é simples: não é fácil ser humano. Menos ainda se o ser humano em questão não adota comportamentos, não faz escolhas ou mesmo não tem a estética que se encaixa no “padrão” dominante.

Não é difícil entender.

E assim como a gente precisa de um Dia da Consciência Negra, de um Dia do Índio, precisamos muito ter de um Dia do Orgulho Gay. Não porque nos orgulhemos de ser o que somos por apenas em um dia – mas porque esse tipo de efeméride obriga a mídia a colocar um tema subaproveitado em pauta. E a sociedade, por consequência, é convidada a discuti-lo.

E a discussão é importante porque muita gente morre por ser gay, por ser preto, por ser mulher, por ser índio. Porque as pessoas têm orgulho de defender “seu direito” de ser sacana e violento com quem é diferente ou com aqueles que, erradamente, pensam ser inferiores a si.

Ou apenas por achar que podem determinar os rumos da sexualidade alheia.

E NÃO PODEM, NÃO!

E é por isso que eu celebro o Dia do Orgulho LGBT (e todas as letras que vierem depois). Torço para que meus amigos sigam com orgulho do que são e para que, um dia, não precisem ter medo de serem o que são.

Para quem, como eu, quer aprender um pouco mais sobre a diversidade sexual, recomendo algumas produções que estão disponíveis na Netflix:

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RuPaul’s Drag Race: O melhor reality show da TV americana. A cada temporada, cerca de 15 drag queens se enfrentam em provas variadas, que exigem que saibam costurar, dançar, atuar, cantar apresentar… Eu só não vi as manas cozinhando, mas houve uma prova em que deviam decorar um bolo. A pressão do jogo faz as meninas se abrirem. É divertido, é educativo, é imprescindível! Aprendi com RuPaul que “Drag” é uma sigla cunhada por Leonardo Da Vinci e significa “drag dressed as a girl” (vestida como uma garota). Isso porque, na época do bardo, mulheres não podiam ser atrizes, e rapazes interpretavam os papeis femininos. Espalhem!

Laerte-se: Até assistir ao doc, eu achava que Laerte estava superbem resolvida com tudo o que circunscrevia sua sexualidade. É interessante ver como uma pessoa tão inteligente e sensata desnuda suas dúvidas e temores, ao mesmo tempo em que busca sua plenitude.

Flores Raras: Se hoje é difícil ser lésbica, nos anos 50… O filme retrata o romance da poeta norte-americana Elisabeth Bishop e da arquiteta carioca Lota de Macedo Soares, vivida por Gloria Pires, no Rio de Janeiro de 1956.

O Jogo da Imitação: Alan Turing era um gênio, mas era gay, O Jogo da Imitação conta a história do matemático perseguido pela polícia inglesa por sua orientação sexual, ainda que sua criação tenha ajudado os aliados a vencer a 2a. Grande Guerra.

#ORGULHO #PRIDE #CHEERS

Há, ainda, a série do Canal Brasil.

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