Nunca enterrei um gato

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Eu só percebi ontem, ao conversar com uma amiga, dona de um pet shop: eu nunca enterrei um gato. E, olha, já tive muitos.

O ápice foi quando eu tinha por volta dos 20 anos, tínhamos três gatas que deram criam com uma semana de diferença: 15 bebês + mães = 18 gatos. A gente foi distribuindo na vizinhança. Sempre havia quem os quisesse. Ficamos com as grandes, que castramos.

Depois de um tempo, minha irmã adoeceu e a ordem dos médicos era nos livrarmos dos peludos todos. Com dor no coração, o fizemos.

Depois que fui morar sozinha, tive 6 gatos. Atualmente, tenho 3. Por mudança de cidade e  problema de adaptação do bicho a um novo endereço, precisei dar dois deles.

O mais perto que cheguei da sensação de “enterrar um gato” foi há cerca de oito anos, quando minha Pequena, querida, caiu da janela do 1º andar. Não, não tinha tela.

Ela era superdócil e linda, alguém deve tê-la adotado…Mas penei com a dúvida. Será que está com frio ou fome? Será que morreu?

Sofri horrores. Um amigo até pagou anúncio no jornal para que eu a reencontrasse. Fiquei de luto por muito tempo.

Revivi essa dor recentemente. Dessa vez, por causa do gato da minha mãe, o Mano (esse bonitão da foto).

O Mano era um gato comunitário, que morava na Vila Belga, em Santa Maria. Há cerca de dois anos, amigos da mãe que moram no lugar pediram que a mãe o adotasse. A ideia é que ele tivesse um lar e alimentação garantida, como todo o bichinho merece.

Mimoso, carinhoso e com essa pelagem linda, conquistou toda a família bem rápido.

Apesar de sabermos, por experiência, que o ideal é criar gatos dentro de casas protegidas por telas, quisemos respeitar a o Mano. Ele era acostumado com a rua e não pretendíamos torturá-lo mantendo-o encarcerado.

E o Mano viveu feliz, fazendo seus passeios noturnos e voltando para casa para passar o dia. Até que, há cerca de 10 dias, ele não voltou.

Minha irmã até criou uma campanha para reencontrá-lo, mas eu e minha mãe estamos convencidas de que ele morreu.

Mais um gato que não enterramos. Mas por quem morremos de saudade.

 

 

 

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