O mundo está acabando? Está, sim.

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É, o mundo está acabando. A cada emissão de gás poluente, a cada detrito na água, a cada papel de bala no chão, a humanidade ajuda esse planeta – de recursos finitos, por si só – a terminar mais cedo. Destruímos a camada de ozônio, produzindo um desequilíbrio térmico, além de atacar fauna e flora, os desequilibrando também.

Segundo o site GreenMe, 10 animais corriam o risco de sumir do planeta no ano passado. Se foram extintos, eu, você e toda a humanidade está de parabéns!

Mas a gente não está preocupado com isso, nem com os ecossistemas nos quais vivem as criaturas. A gente tá preocupado com a gente mesmo.

As águas do mar retrocederam “e eu pesquisei” (aka vi em filmes de Hollywood) que isso é sinal de tsunami. Fujam para as montanhas! E a culpa é do El Niño, causado pelas placas tectônicas, que estão atingindo o Brasil. Vejam os vídeos no YouTube!

O fermento do medo são a ignorância e a preguiça. Ignorar fatos científicos não é crime. Mas não checar se informações alarmistas são verdadeiras antes de pesquisar sobre ou buscar uma fonte confiável, é, pra mim, uma forma de crime.

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Já que “a mídia não está dando informações para o povo”, conforme um vídeo que assisti hoje, recomendo a leitura:

Sobre “o alerta” da Nasa (aqui)
Recuo do mar em águas brasileiras (aqui)
Site E-Farsas esclarece boato recorrente (aqui)

Sobre as placas tectônicas: elas não “acontecem no nosso litoral”. Elas existem, há milhares de anos. Elas ão os gigantescos blocos que compõem a camada sólida externa do nosso planeta, sustentando os continentes e os oceanos. São fragmentadas e divididas.

Se movem impulsionadas pelo movimento do magma no interior da Terra.

São 10 as principais placas, que se empurram, se afastam e afundam alguns milímetros por ano, alterando suas dimensões e modificando o contorno do relevo terrestre.

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As placas mais próximas:

PLACA DE NAZCA – A cada ano, essa placa de 10 milhões de quilômetros quadrados no leste do oceano Pacífico fica 10 centímetros menor pelas trombadas com a placa sul-americana. Esta, por ser mais leve, desliza por cima da placa de Nazca, gerando vulcões e elevando mais as montanhas dos Andes.

Bom, fica no Oceano Pacífico e não banha o Brasil. Devemos nos preocupar apenas se houver um cataclisma, tipo a queda de um meteoro gigantesco.
De outro jeito, tsunami, de lá pra cá, não vem.

PLACA SUL-AMERICANA – Como o Brasil está bem no meio desse um bloco de 32 milhões de quilômetros quadrados, sente pouco os efeitos de terremotos e vulcões. No centro do continente, a placa mede 200 quilômetros de espessura. Na borda com a placa da África, os terrenos mais jovens não passam de 15 quilômetros.

Ou seja…

Se os tsunamis são uma série de ondas em alto mar originadas por algum abalo, normalmente é sísmico, dificilmente haveria um no Brasil!desnível entre as placas é insignificante. 

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O que houve, então?

Segundo o meteorologista Gustavo Verardo, o recuo das águas não é um fenômeno anormal. No Uruguai e na costa Sul do Brasil houve uma situação extrema, em função de fortes ventos no sentido oeste-nordeste, que empurrava a água do mar para dentro.

O vento represou a água do mar e, assim que mudou de sentido, mudou o comportamento da maré.

Estamos imunes ao fim do mundo? Não, baby.

Mas o pior: estamos à mercê de pessoas que espalham sua falta de conhecimento e pânico ao mesmo tempo. Por favor, não acreditem e não compartilhem.

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