Exercícios de civilidade

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Larguei o vício de fumar há alguns anos, em função de uma cirurgia que precisei fazer. Mas para não largar o cigarro de vez, adotei uma série de práticas para reduzir o consumo (como não fumar pela manhã ou enquanto caminhava pela rua).

Funcionou bem.

Atualmente, estou exercitando estratégia semelhante no trânsito. Comecei me obrigando a verificar as placas de proibido estacionar, as faixas amarelas, a não furar sinal.

Agora, meu desafio é respeitar os pedestres como se eu estivesse morando em um país de primeiro mundo.

É bom lembrar que, nesses locais, a mínima menção de que um pedestre atravessará a rua faz o trânsito parar. Quem está a pé tem prioridade, e o direito de ir e vir de quem não está motorizado está acima do que quem anda de carro.

Não é um compromisso fácil esse o que assumi. Lembrar de respeitar o espaço e o direito do outro, num país de culturas ultra-arraigadas quanto o nosso, é um execício pesado, mas que precisa ser feito.

Acho que o caso que citei, metaforicamente combina bastante com o caso que a Liniker relatou dias atrás. Sentiu-se ofendida e humilhada por ter as partes íntimas apalpadas durante um show.

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Desde a queixa da cantora, leio comentários na minha timeline e textos de jornalistas “famosos” argumentando que “isso é normal”, que “faz parte da exposição do artista”, que o “Luan Santana passa por isso”, que é “conflito de geração”.

Aí, eu te pergunto: porque outros passam por isso, isso está certo?
Porque seu antepassado foi estuprado, molestado, agredido, eu não posso reclamar de não querer passar por essa experiência?

Desde quando a etiqueta social está escrita na pedra?

Há menos de uma década, as pessoas fumavam em tudo o que a parte. Leis, consciência e esforço social reduziram o problema.

Custa tanto assim respeitar o corpo das outras pessoas? Respeitar as outras pessoas?

Não fica esperneando aí, começa a respeitar o outro!

Se você não é suficientemente educado para isso, exercite.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Neca Cruz disse:

    É sempre bom, exercitar a civilidade, o problema é as pessoas colocarem em prática.Realmente não custa nada respeitar as outras pessoas.

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