Bases firmes

19944449_10209983809219527_4095327740605433799_o

Dos meus primeiros anos até meus 16, 17, eu queria ser obstetra. Nunca tive dúvida.

Coisa linda ver uma criança chegar ao mundo, né?

Nessa altura, eu já havia visto fotos de um parto normal. Não me assustava.

A cesariana me deixou um pouco tensa (e menos romântica em relação ao nascimento).

Mas eu era fã do E.R (Plantão Médico). E ele acabou com meus planos.

Lembro como se fosse hoje: um parto normal que começou bem e terminou com o dr-não-lembro-o-nome tentando devolver a criança ao útero da mãe.

*

No dia em que escolhi fazer vestibular para Jornalismo, fiquei longos minutos pensando se não deveria fazer Publicidade, Direito, Matemática ou Educação Física (pasmem!).

Então, comecei meus anos de “adulta” com dúvidas profissionais sérias.

E quando eu me perguntava em voz alta por que eu não tinha feito Medicina, ela dizia:
– Tu quer ser médica? Eu te ajudo.

Eu tinha 10 anos de Jornalismo. Eu inventava outra profissão:-
– Eu te ajudo – ela dizia.

Desde lá, sempre, quando a cousa aperta, dela vem um “Eu te garanto.”, “Te alimento”,”Não te preocupa.”, “Vai!”

Era minha mãe.

Nem sempre vi com bons olhos as ofertas que ele fez. E eu tinha lá meus motivos. A maioria, nem lembro mais.

O que sei é que minha mãe é a mais forte referência de vida que tenho depois de Jesus.

Abaixo disso tem a magrela, bozo-goleiro, minha adversária favorita, Pituí, mãe do Jr.

Não conheço mulher mais resiliente que a Patrícia. E nem pense que ela é conformada. A saúde é delicada, mas ela não. Que mulher forte – e quanta gente forte luta com ela na hemodiálise! #força

E tem a dinda.

Ela diz as melhores frases motivacionais, lembra das melhores (e piores) histórias da família, te presenteia com flores de seu jardim e cartões feitos a mão, e parece sempre saber quando há desfalque no armário das meias e calcinhas.

Dinda, um dos teus grandes talentos é perceber o que as pessoas precisam. Algumas vezes, dar o que é necessário ao outro não é ser maternal.

Apoio, carinho, presença, incentivo. Teu coração produz de graça, Maria das Graças!

Dou graças a Deus por isso!

Os exemplos dessas duas mulheres me seguraram quando fraquejei.

Bem como os ouvidos e corações de amigos que não vou nomear para não esquecer ninguém e ser injusta (mas há uma certa alemoa em certa redação, a quem devo muitíssimo…)

Serei sempre agradecida pela amizade e sinceridade.

Que Deus devolva, em dobro, o amor que me dispensaram.

 

Anúncios

2 comentários Adicione o seu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s