Saudade das três quadras que percorria de carro, podendo ir à pé

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No dia 29 de agosto, completarei três meses em Brasília. Passou bem rápido. Ando vivendo na velocidade das notícias (que nunca param, nessa terra seca e poeirenta).

Laura Pausini faz show aqui amanhã (23). Dionne Warrwick, no sábado. Roberto Carlos, Sarah Brightman e Tribalistas na semana que vem. Vou perder. E nem é pelo preço.

Perdi Tulipa Ruiz de graça, e Elba Ramalho, a R$ 10.

Meu foco é o trabalho. O que eu tenho que saber é o que o ministro Fachin anda pensando, porque as decisões dele costumam sair pelas 21h30min de sexta. quando estou desligando o computador. Hehehhehee. :p

Recomeçando

Por anos, estive disposta a recomeçar. Em qualquer área. Mas sair do Rio Grande do Sul nunca foi um “plano muito planejado”.

No fim, comecei do zero mesmo.

Mas, apesar de imaginar, nunca calculei o peso de estar TÃO longe dos meus.

Me dói a ausência dos que vão entender meu olhar, o meu sorriso enviesado, minhas piadas, meu sarcasmo e minhas falhas.

Dos colegas que estão comigo e não abrem (Ricardinho, Chagas, Thatá, Fabi e Sil: vou destacá-los porque foram 15 anos, né?).

Jornalista amadora

Apesar de ter me formado há 20 anos, em 99% dos dias que vivi aqui, me senti amadora. Iniciante. Recém-nascida, eu diria. STF? STJ? WTF? 

Sabe aquela parte do noticiário que eu a maioria não presta atenção? Matéria prima do meu trabalho hoje.

Sabe Brazlândia? É. Eu também não sabia!

Mas tô aprendendo! Troquei “tocos” por adrenalina.

E morrerei amadora.

A realidade

Meu coração dói, a conta bancária arde, mas sinto que comecei a fazer um alicerce aqui. De longe, me reconcilio com as queixas que tinha da minha terra; e estabeleço outras.

Ainda acho que a quantidade de buracos em Santa Maria é inadimissível. Mas pela riqueza do DF, as ruas daqui deveriam ser um tapete.

Horrorizante de verdade é a epidemia de feminicídios e de atropelamentos de ciclistas do DF. Mas, aqui, no Plano Piloto, só ouvi o som das sirenes uma vez, e não sabia se era de ambulância ou polícia…

A criminalidade aqui é uma das menores do país. É um sossego se sentir segura.
Só me senti melhor em Toronto. Sério.

E sigo conhecendo Brasília, encantada com tudo. Até com as coisas ruins. Até com os preços salgados das coisas que nunca tinha visto. Até com a solidão e com a saudade, que me fazem valorizar até as quadras que eu andava de carro, podendo ir a pé.

#Besos

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