O túnel do medo (ou viver sem temer)

Sempre me considerei uma pessoa medrosa. Tenho medo do escuro, de altura, de me perder em um lugar que não conheço, de me sentir solitária, de parecer burra…
Mas, recentemente, percebi o quanto eu tenho desafiado esses temores nos últimos anos. A curiosidade e o desejo de transformação têm movido minhas decisões. E o medo também me move a novas descobertas.

Pensei nisso neste sábado (1º) quando decidi caminhar até o Parque Olhos d’Água. É perto aqui de casa, cerca de 1,8km. Por que não ir à pé?

O medo entra aí. Dentro de Brasília (que têm forma de avião, lembra?), há eixos rodoviários que organizam o trânsito. O maior é o Eixão e suas marginais são chamadas de Eixinhos.

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Na prática, é como se a Avenida Ipiranga, de Porto Alegre, fosse a Freeway.
Imagine o risco de atravessar a pé uma rodovia desse tamanho?

Foi o que fiz sábado. Saí antes das 11h, e o movimento nem era alto , mas a velocidade dos carros… Como calcular se atravessarei a tempo de um deles não me pegar?

Mas, enfim. Deu tudo certo. Eixinho, Eixão e Eixinho vencidos, descobri que havia uma passagem subterrânea para fazer o mesmo trajeto sem risco de atropelamento.

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Vou?

Primeiras impressões são poderosas. É um lugar malcuidado, sujo que fede a xixi. Pensei em assalto, estupro e morte. “Jamé!”, disse a mim mesma e fui pro parque.

Caminhei por uma hora e decidi voltar pra casa. Mas, por volta das 12h30min, os eixos estavam bombando de carros velozes e furiosos e eu, mancando de cansaço.

Melhor encarar o túnel (e morrer)? Ou o Eixo (e morrer)?
Preferi encarar o desconhecido.

Avisei no Face que me aventuraria (e imaginei a reportagem no DFTV dizendo “na última mensagem, ela avisou que desceria ao túnel fatal…”), escondi o celular na roupa e desci.

E não demorou muito para eu decidir usar o celular, porque o túnel fedorento é uma verdadeira galeria de arte urbana. Eu amei!

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Passaria ali à noite? Nem a pau!

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Mas saí viva e feliz no outro lado…

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E aprendi mais uma!

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