Brasília: fauna e flora (1)

“Olhai as aves do céu que nem semeiam, nem regam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta (Mateus,6)

Às vezes, observar (e se deixar encantar) pelas coisas mais simples são um remédio contra o baixo astral. Pra mim, pelo menos, ajuda, E como ando fazendo o possível para manter o equilíbrio frente à possibilidades dolorosas, saio por aí, com olhos abertos, pronta para agradecer ao Universo mais um dia e tentar aprender alguma coisa.

Lembrei de olhar os lírios do campo ao aproveitar uma tarde de folga para dar umas bandas à pé, perto de casa. Eu nunca tinha notado quantas árvores frutíferas há nas ruas!

Aqui na rua da frente de casa tem até jaca!

jaca
Calcule esse bichinho caindo no seu carro…

Não tenham receio. A jaqueira fica num ponto onde quase não passam pedestres (que sabiamente, também evitam o trecho) e nenhum carro pode estacionar sob ela, já que está em uma calçada, quase colada à fachada de um prédio.

Aqui o passeio público tem banana, mamão, manga (das pequenininhas) e uma fruta que me apresentaram como jambo (e que parece um araçá gigante).

jambo2
O tal do jambo. Na Bahia, comi um outro tipo, que lembrava um pouco uma manga pequena ou caju…

 

Tá cheio de frutinhas pelo chão. O que é um prato cheio para o rei da fauna local: o calango!

calango
É elo perdido que chama?

Que Deus me perdoe, tenho pavor desse bicho. Não que eu o odeie, de fato. É que ele é furtivo e, como está em toda parte, me prega grandes sustos. Tô chegando em casa, deparo com um. No canteiro da avenida, encontro com outro

E eles tão sempre saltitando. E eles se movem tipo ratos. E eu tenho cagaço.
Torço de verdade para que nenhum entre na minha casa. Já me disseram que a gente só expulsa um calango de casa mandando ele “pro céu” e o jeito de fazer isso não é legal…

Mas, enfim, as chuvas chegaram e os donos da casa têm muito o que comer.

E eu espero que acabem com os insetos. Hoje cruzei com duas nuvens deles. Enquanto esperava no posto de saúde para tomar a vacina da febre amarela (precaução nunca é demais), fui picada por outra variedade deles.

Primo Leandro avisou que essa também é a época do Aleluia, uma espécie de cupim com asas, que não só é chato como chateia: deixa pedaços de asas por tudo. Um nojo.

aleluia
O apelido de Aleluia vem de um fator climático: esse inseto só aparece no início da temporada de chuvas. Os antigos, dizem, comemoravam: “Aleluia, acabou a seca”.

A quantidade de mosquitos também atrai outro bichinho mimoso: as aranhas. Hoje, no posto, uma subiu no pé de uma senhora que aguardava para vacinar seu bebê.

Essa terra é boa pra vendedor de inseticida, viu?

Me salve, citronela do campo!

flitz
Flitz: terrível contra os insetos.

 

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