Ah, mas ‘vãoprapu’!

Prometi ser uma versão melhor de mim em 2018 e estou tentado. Respiro fundo, conto até 10, olho “os lírios do campo”, medito, evito xingamentos e maledicências e choro escondido.

Mas, meu Deus! Eu pareço ter sido abraçada por burocracias – e quanto mais tento resolvê-las, mais afundo. Tipo areia movediça.

Vou fazer um resumo do meu dia de hoje.

dia16

Preciso fazer credenciamento para atuar na Câmara e no Senado.
Para isso, devo ter um comprovante de residência. E esse é só um ítem em uma lista sem fim de exigências.

Como sempre digo, comecemos pelas mais simples.

Então, eu fui ao cartório, paguei uma taxa, reconheci firma no contrato de aluguel (exigência da CEB, que consultei, via internet). Depois, fui no “Na Hora” (um serviço de atendimento facilitado) pedir a troca de titularidade.

Após uns 15 minutos de fila, apresento o contrato (com firma reconhecida) e a atendente nem olha – mas gera um boleto pra hoje (com o nome do proprietário do prédio).
Saio de lá sem comprovante de residência e uma dívida antecipada.
Fica para a próxima conta.

Mas então eu vou na Superintendência do Ministério do Trabalho, porque eu preciso de um comprovante de registro profissional (fiz o meu há 20 anos, e isso nem consta mais das novas carteiras de trabalho).

Sou informada que, como o meu registro é antigo, não consta do sistema. E que aqui no DF, eles não conseguem acessar dados do Rio Grande do Sul. Ou seja, teria de ir à Porto Alegre para tentar resolver.

carteira-de-trabalho

Oooooou.
Poderia fazer um novo registro profissional.

É. Outro. Tipo a festa do caqui.

“Se eu fosse você faria outro, por que é rapidinho”, me disse a atendente, muito simpática.

É claro que para fazer um pedido de registro profissional você precisa ter o diploma em mãos, né?

Adivinha quem nunca pensou que precisaria se mudar com o diploma embaixo do braço?

Em breve, ligarei para minha irma pedindo pra me mandar mais uma leva de documentos (postagem paga com um dinheiro que ninguém tem etc).

febreamarela

Daí que, como estou intuindo que vou viajar para o Exterior em breve, resolvi, enfim, fazer o Certificado Internacional de Vacinação.

 

Tinha de ser feito no Aeroporto de Brasília, sob agendamento, mas o site não funcionava. Tentei telefonar para a Vigilância Sanitária, mas o número informado só chamava e não atendia.

Como o site dizia que o órgão estaria aberto até as 18h, hoje aproveitei que estava de folga e, ao sair da cabeleireira, 16h45min, parti para o aeroporto, que era pertinho. Cheguei às 17h. Baixei a maçaneta: trancado.

O fim do expediente para a CVP era 17h.
O funcionário já estava com a bolsa fechada e o chapéu na cabeça às 17h01, quando entrei em outra sala e pedi para se atendida.

O que vi a seguir foi um show de má-vontade (dele) e de grosseria (de uma colega de repartição). Pensando no meu projeto de ser uma pessoa melhor, reclamei, educadamendente, levantano a voz e deixando-a mais aguda (sabe a Marina do Adnet?).

Me retirei prometendo voltar!
Me garantiram que eu podia fazer tudo pela internet e, como eu disse desde o início:

NÃO DÁ, NÃO DÁ, NÃO DÁ!!!!!!

Ah, vão prapuuuuuuu! Que sacooooooooooooooooooooo!

Quero caféééééééééé!

#Desabafei
#Desculpe

pistola

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