Que tal pensar em outras coisas?

“Que tal pensar em outras coisas?”.

Foi o que o médico do posto perguntou quando falei dos meus problemas para engolir. Em uma “sessão de análise”  à la minuta, o doutor disse que eu estava estressada e que muita gente andava assim.

“Cada corpo responde de um jeito. Tu já teve outros sintomas, e foi tu mesmo quem me disse”, comentou o médico de família, que foi o primeiro a me examinar quando cheguei em Brasília, cheia de ziquizira.

Parênteses

Que coisa maravilhosa médico de família, minha gente!

Fecha parenteses

Eu tenho tentado desde a semana passada focar em outras coisas, mas, logo após a consulta, me agarrei nas lembranças de uma coisa muito boa que vivi aqui.

Eu visitei Pirenópolis!

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Eu queria ir lá desde a novela da Sandy. Lembra de “Estrela Guia”?

Bem, é uma cidade goiana que fica a cerca de 2 horas de carro de Brasília. De Goiânia deve dar uma hora e pouco. O município foi povoado em função da mineração, ainda no século 18. Em 1989, foi reconhecido como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Como se não bastasse, a natureza caprichou. São pelo menos 15 cachoeiras, sem falar nos morros, serras e áreas florestais.

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Acompanhada do meu bom amigo Robson, conheci a cachoeira da Usina Velha. É um conjunto de quedas d’água cristalinas que abatecem um fosso de um metro de profundidade ou um pouco mais, o que torna o local atraente para famílias com crianças.

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Roupa de banho dos anos 20 (deixei os maiôs em Santa Maria), mas valeu!

É legal também para quem não quer perder tempo se deslocando, ou que não possa caminhar muito. É a cachoeira mais próxima da cidade e a trilha até a queda d’água é curta.

A entrada custa R$ 25. Vale a pena chegar cedo, levar cadeiras e comida e só sair à tardinha. Não foi o que fizemos. Então, fomos pra cidade almoçar no início da tarde.

Como eu estava doida para comer arroz com pequi, esse foi o critério para escolher o restaurante: Espaço Eco (ou Ecco, Ekko, Echo, não lembro agora). Mas o lugar é muito legal. É bar, é restaurante, é lojinha, é antiquário… Uma graça. O atendimento é ótimo, o bufê é farto e você pode se explodir de comer por R$ 29 (livre).

E não pense que Pirenópolis tem só comida goiana. Aqui tem restaurante árabe, italiano, oriental, várias docerias, sorveterias e cafés. Um charme só!

Para passear, dezenas de lojas de artesanato (caríssimas) e bares com sonzinho ao vivo.

No período de festas juninas, Pirenópolis é palco de Cavalhadas (encenação que remete às Cruzadas de cristãos contra os mouros) e a Festa do Divino.

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Foto: Mauro Cruz/Wikipédia

Quem quer ficar hospedado na cidade, encontrará uma infinidade de pousadas, além de campings – e um grande resort está em construção. Dá medo pensar nisso, mas parece que vai ser enorme o empreendimento, e tudo o que quero é que a cidade suporte o impacto da novidade.

Enfim, oremos!

Bom. Vou terminando o papo por aqui, porque o post está longo. Mas advirto: observe o caminho. A região tem tantas cachoeiras e quedas d’água, que você pode cruzar com alguma no caminho.

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Essa, fica em Corumbá de Goiás (entre o DF e Pirenópolis).

No mirante, eu e Robson encontramos iguarias!

Voltarei em breve!
Fiquei feliz só de lembrar esse dia. Realmente, boas lembranças são um remédio!

P.S.: Devo lembrar que a melhor época pra visitar é entre maio e setembro, porque quase não chove.

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